AS REGRAS DE OURO DO ANTENDIMENTO

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Não raramente o grupo de funcionários, auxiliares e profissionais dos hospitais, clínicas ou consultórios se esquecem de que, além de pacientes, as pessoas que ali vão chegando em busca de ajuda, são também clientes.

E isso nada tem a ver com a mercantilização das áreas da saúde, o que, obviamente, não pode acontecer.

Mas é inegável que de alguma forma, o paciente está pagando pela consulta ou pelo procedimento. Seja uma consulta particular, seja através de um plano de saúde, ou mesmo atrvés de um convênio público. Sendo assim, ele se sente no direito de ser bem tratado.

Desse modo, se quisermos ser bem lembrados e indicados, convém notar as nove regras de ouro no atendimento aos clientes (ou pacientes, como queira).

1 - Cuide de sua aparência. Cabelos presos, unhas aparadas e crachá de identificação. Sempre!

2 - Cumprimente todas pessoas, porém só aperte a mão se o interlocutor tomar a iniciativa. Nunca esmague a mão do cliente nem tanto faça o aperto “mão de bife” – (aquela mão mole sem firmeza).

3 - O cliente já foi até você porque não se sente bem, por isso esteja preparado para proporcionar conforto, segurança e rapidez.

4 - Sorria verdadeiramente. Os clientes absorvem cada atendimento de forma única, irracional e pessoal. Então, a percepção dele, cliente, é tudo que conta!

5 - Conheça profundamente sua empresa e esteja familiarizado com ramais, pessoas e processos.

6 -Os profissionais de saúde são ‘resolvedores’ de problemas. Ninguém vai procurá-lo se estiver tudo bem, não é? Por isso foco, total neste cliente.

7 - Quando estiver falando, se comunique de forma objetiva e clara, evitando termos técnicos e assim, eventuais mal entendidos.

8 - Trate as pessoas pelo nome. Não há nada mais amador do que palavras como: “amigo”, “seu esposo”, etc. Personalize sempre, mas claro, não esqueça o respeito nem a polidez.

9 - Repense sua forma de atuar. O que fizemos na semana passada, pode não estar valendo mais quando o tema é Saude.

E a última, maior de todas e soberana, que nem precisa entrar na lista é:

Não se esqueça; de uma forma ou de outra, quem paga o seu salário é o seu cliente. Se ele não voltar ou não indicar, você será despedido ou o estabelecimento fechará as portas.

Marcelo Miranda Leal é Vendedor.
marcelomleal@gmail.com

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SOBRE A INFECÇÃO HOSPITALAR

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Entre os deveres dos estabelecimentos da saúde, verificamos a obrigatoriedade da prevenção a contaminação que possa ocorrer em suas dependências. Dessa obrigação nasce a necessidade de se empregar todos os meios possíveis a este fim, evitando ao máximo toda contaminação.

Mas é claro que nenhum estabelecimento pretende conscientemente, infectar seus pacientes e clientes, notadamente em uma época onde proliferam as ações de indenização, sem falar do próprio risco de morte a que estão submetidos os usuários.

É pacifico no que vem sendo decidido nos Tribunais, de que o contágio e a infecção dada em razão do descuido, da profilaxia e da assepsia malfeitas, são motivos suficientes para a responsabilização civil das instituições perante a vítima.

De acordo com o que se extrai da literatura de Décio Policastro, o juiz da 5° Vara Criminal de Belo Horizonte condenou o diretor de um Hospital e Maternidade e seis funcionários a penas de 5 a 6 anos de detenção pela morte de recém-nascidos em virtude de infecção hospitalar. Entendeu o juízo se tratar de homicídio culposo (onde se tem noção do perigo mas não são tomadas as devidas cautelas que poderiam evitar a fatalidade). O juiz observou que, ainda que todos os hospitais estejam sujeitos a infecções, faltou a cautela necessária. O número do processo é 02400093083 e a sentença foi proferida em 4 de dezembro de 2007.

A infecção provém da internação e não necessariamente da atitude médica. Significa dizer que a instituição tem a responsabilidade objetiva em relação ao caso. Ou seja, é ela quem deverá indenizar.

Para minimizar os riscos, convém fazer uma avaliação prévia do enfermo afim de se certificar que ele não entrou no ambiente hospitalar já contaminado. Além disso, é de bom tom tornar público que a instituição adota condutas de precaução quanto às infecções, com programas efetivos de controle, que possam ir além da mera propaganda. A conscientização e o treinamento quanto aos aspectos jurídicos da infecção hospitalar também devem ser ministrados ao corpo clínico e auxiliar do nosocômio ou da clínica.

Marcelo W. Marcengo é advogado.
marcelo@marcengo.adv.br

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A IMPORTÂNCIA DE FIDELIZAR

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Longe vai o tempo quando pacientes eram diferentes de clientes. Hoje, especialmente em determinadas áreas da saúde, são absolutamente a mesma cosia. Então, por que fidelizar?

Lembro de uma época um pouco recente, quando alguns amigos investiam muito nos primeiros encontros com suas futuras namoradas. Sempre levando para jantar num lugar bacana, muitos sorrisos, um diálogo inteligente, planos para o futuro. Ou seja, muito comprometimento permeando este início de relação. Saíam com muita freqüência e se divertiam muito. Eram realmente companheiros, compartilhando idas ao shopping, encontros na casa de amigos, cinema, entre outras coisas. O que acontecia quando eles se casavam? Algum tempo depois, a freqüência das saídas era bem menor. Aquele casal com conversas intensas e brilho no olhar, passava a fazer monólogos e se relacionar de forma morna e com pouca emoção, dando nítidos sinais que não durariam por muito tempo. Quando eventualmente iam comer uma pizza, por exemplo, tinha que ser bem rápido, pois o "futebol começa às 21h30". Naturalmente o número de separações ia aumentando.

Claro que esta história é fictícia e fruto de uma visão míope de alguns poucos casais que conheci.

O que tudo isso tem a ver com o relacionamento entre empresas e clientes? Tudo! É impressionante o esforço que algumas empresas fazem para captar novos clientes. Ao novo cliente tudo, ou quase tudo! Às vezes precisamos ir cinco ou seis vezes até conseguirmos realizar negócios. Idealizamos propostas até bem tarde ou realizamos horários estendidos para estar com os prospectos prontos. Claro que é fundamental oxigenar nossos relacionamentos, ampliando nossa base de clientes. Mas e os já clientes?

Já conhecemos seus hábitos de consumo, freqüência de compra, histórico de pagamentos e muito mais. Por que não criamos nada para eles? Segundo Jack Welch, as empresas precisam desenvolver duas capacidades fundamentais. A primeira é a capacidade de aprender com os já clientes e a segunda é a capacidade de transformar conhecimentos em ações. Cerca de 95% dos lucros podem vir dos já clientes.

E Você, o que está fazendo para cultivar seus relacionamentos pessoais e profissionais? Lembre-se que neste exato minuto, alguém está tentando pegar o seu lugar, seja mandando correspondências inteligentes, informações pertinentes ou mesmo um mimo qualquer, tais como um jantar fora ou mesmo um cineminha com pipoca e coca-cola.

Pense nisto e reforce imediatamente seus relacionamentos. Filhos, maridos, esposas, amigos, pacientes e clientes precisam de atenção constante. E precisa ser algo leal e verdadeiro, pois as áreas da saúde não são mero comércio.

Marcelo Miranda Leal é Vendedor.
marcelomleal@gmail.com

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